TURBULÊNCIA

Ia deitar quando me deparei com esta imagem…

Fui fisgado. Hipnotizado. Atraído pelos Vórtices Contorcidos.

Miscelânea em Tons de Água Marinha, nuances da Safira e o ardor da Esmeralda.

Mentalmente percorro uma lista de pintores Impressionistas. Mas qual?

Nenhum me vem a Cabeça. É tão Belo. Como não Vi esse Quadro antes?

Ao enxergar a costa percebo as Águas. O Oceano. Talvez um Mar?

Saindo do Transe, leio Sobre a Proliferação de Noctiluca scintillans, um plâncton Bioluminescente. Tragédia sazonal no Mar Arábico.

Cadeia alimentar Fora de Controle. (KOYAANISQATSI)

Resistência poética da natureza? Ecossistemas em adaptação…

A Natureza escreve em Versos aquilo que nos Espera.

Noutra noite, lembro. Ondas cintilavam nas águas da baía.

Lá onde jazem as cinzas. A luminescência dos plânctons coloria nossa dança.

TAO

9 de setembro de 2014
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Crédito da Imagem: Norman Kuring, NASA

Corrente Turbulenta registrada no Cânion Mendocino, Califórnia, EUA

Em agosto de 2013, geólogos do MBARI (Monterey Bay Aquarium Research Institute) estavam trabalhando com o ROV Doc Ricketts (robô-submarino de águas profundas), a cerca de 400 m de profundidade (lâmina d’água), perto da cabeceira do cânion Mendocino, na Califórnia, oeste dos Estados Unidos quando este foi surpreendido por uma corrente de turbidez, ou melhor, um fluxo turbulento particulado subaquático, registrando o evento com suas câmeras acopladas.

Uma corrente de turbidez é uma corrente gravitacional que move-se pelo substrato transportando sedimentos que são carregados (suportados) pela turbulência do fluxo gravitacional de densidade, neste caso, através de um cânion submarino. Este vídeo mostra o ROV sendo controlado remotamente em direção a sua estação, onde passa por vários níveis do evento. É uma observação em primeira mão de um raro processo geológico. Processo este que gera depósitos de turbiditos, os principais reservatórios em sistemas deposicionais de águas profundas. Os quais pesquiso, e pelos quais sou apaixonado.

Maiores informações podem ser encontradas no site do MBARI:

http://www.mbari.org/news/news_releases/2015/swept-away/swept-away.html

O vídeo a seguir, que encontrei no YOUTUBE, feito em laboratório da Western Washington University ilustra melhor do que se trata.