Um Cacto no Deserto

Um belo pôr-do-sol na Baixa Califórnia, México.

 

De Outro Mundo, Um Rio Extraterrestre

Na imagem abaixo podemos ver um rio desaguando num grande lago. Nada muito surpreendente se estivéssemos na Terra, mas a imagem é de Titã, uma das luas de Saturno. Até agora, o único lugar fora do nosso planeta onde foi detectado líquido estável na superfície. No entanto, o líquido que corre neste rio não é água, mas etano e metano. Isso é que  é uma notícia “explosiva”,  e de outro mundo. Já pensaram, após a queima dos combustíveis fósseis, a corrida energética querer explorar estes recursos… Ficção?

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Imagem divulgada em 12/12/12 pela ESA (Agência Espacial Europeia).

Oceano Perpétuo

Vídeo divulgado pela NASA inspirado em Van Gogh, na pintura A Noite Estrelada.

Criado pelo Estúdio de Visualização Científica do Centro Espacial Goddard, e divulgado pela NASA, o vídeo mostra o movimento das correntes oceânicas da Terra entre junho de 2005 e dezembro de 2007. É incrível a abundância dos vórtices, em múltiplas escalas. Na física dos sistemas complexos, vulgo caóticos, isto é auto-similaridade fractal.

Será que era assim que Vincent Van Gogh via o mundo? Será que ele enxergava suas linhas de fluxo?

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Autor Vincent van Gogh
Data 1889
Técnica óleo em tela
Dimensões 73,7 cm × 92,1 cm
Localização Museu de Arte Moderna, Nova York

O Mundo num Grão de Areia

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To See a World in a Grain of Sand 

And a Heaven in a Wild Flower 

Hold Infinity in the Palm of your Hand 

And Eternity in an Hour 

William Blake

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Para Ver o Mundo num Grão de Areia 

E um Céu numa Flor Selvagem

Segure o Infinito na Palma da Mão

E a Eternidade em Uma Hora

William Blake

Incrível a delicadeza, força e determinação de uma flor que desabrocha entre o cascalho no deserto… me faz lembrar de uma passagem de O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry: “O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante… – Bom dia – disse o príncipe. – Bom dia – disse a flor. – Onde estão os homens? – Perguntou ele educadamente. A flor, um dia, havia visto passar uma caravana: – Os homens? Eu creio que existam seis ou sete. Vi-os há muito tempo, mas nunca se pode saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.”